Governo Milei enfrenta nova debandada e perde comando da Trenes Argentinos

A crise política no governo de Javier Milei ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (22) com a renúncia das principais autoridades da Trenes Argentinos, aprofundando a saída em série de funcionários de alto escalão da administração federal.

Após as demissões do secretário de Transporte, Luis Pierrini, e do presidente da Unidade de Informação Financeira (UIF), Paul Starc, o governo confirmou a saída de Gerardo Boschín, então presidente da Trenes Argentinos Operaciones, e de Leonardo Comperatore, que comandava a Trenes Argentinos Infraestructura.

Em comunicado oficial, a Secretaria de Transporte informou que Sebastián Giorgetti assumirá a presidência da Trenes Argentinos Operaciones. Com mais de 30 anos de atuação no sistema ferroviário, Giorgetti iniciou a carreira como bilheteiro na Linha Sarmiento e ocupou, desde 2005, cargos de coordenação e direção, sendo o mais recente o de gerente-geral operacional e administrativo da empresa.

Já a Trenes Argentinos Infraestructura passará a ser liderada por Fabián González, advogado com experiência no setor público. Ele integrava o diretório da empresa desde abril de 2025, além de ter atuado como secretário-geral da Trenes Argentinos Operaciones e como conjuez da Suprema Corte de Justiça da Província de Buenos Aires.

Segundo o governo, os novos dirigentes terão a missão de comandar o sistema ferroviário em meio à Emergência Ferroviária, com foco no reforço da gestão, na segurança dos serviços e na manutenção da operação dos trens de passageiros em todo o país.

A sucessão de renúncias expõe dificuldades internas da gestão Milei e amplia a instabilidade em áreas estratégicas, especialmente no setor de transporte, considerado sensível tanto do ponto de vista econômico quanto social.

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