O número de mortos no acidente entre dois trens no estado de Córdoba, na Espanha, ocorrido neste domingo (18), subiu para 39, segundo informou o Ministério do Interior. A colisão ocorreu na noite de ontem, na altura da cidade de Adamuz. Além das vítimas fatais, 152 pessoas ficaram feridas; 48 seguem hospitalizadas, sendo 12 em estado mais grave, entre elas uma criança.
De acordo com as autoridades, o total de mortos ainda pode aumentar, já que há possibilidade de novos corpos serem encontrados entre as ferragens. O presidente da Renfe, Álvaro Fernández, afirmou que ainda não é possível confirmar se existem vítimas no local. O tráfego ferroviário na região deve permanecer suspenso por vários dias para a realização da perícia.
Um gabinete de crise foi montado para atender familiares de pessoas desaparecidas. Eles estão sendo orientados a fornecer material genético para agilizar o reconhecimento das vítimas. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, cancelou uma viagem oficial ao Fórum Econômico Mundial de Davos e se desloca hoje para o local do acidente. O rei Felipe VI e a rainha Letizia também devem visitar Adamuz nesta semana, após anteciparem o retorno de uma viagem à Grécia.
Segundo informações oficiais, os trens trafegavam em sentidos opostos, a velocidades de 205 km/h e 210 km/h, dentro do limite permitido de 250 km/h. A suspeita inicial é de que um descarrilamento tenha provocado o acidente. Um dos trens seguia de Málaga para Madri e o outro de Madri para Huelva. Os vagões 6 e 8 do trem que partiu da capital espanhola foram os mais atingidos.
Ao todo, 484 passageiros estavam a bordo das duas composições. Um dos maquinistas está entre os mortos. Equipes de resgate continuam atuando no local para retirar passageiros e prestar atendimento médico. A circulação da linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia permanece suspensa, enquanto o restante da rede ferroviária do país opera normalmente.
Autoridades locais descreveram o cenário como crítico. Testemunhas relataram momentos de pânico após o impacto, comparado por alguns a um terremoto. O governo espanhol acompanha o caso e afirma que trabalha para garantir assistência às vítimas e aos familiares.
