Ataque de piranhas deixa dezenas de feridos em praia na Argentina e leva autoridades a interditar área


Um ataque de piranhas deixou 46 pessoas feridas na Praia Victoria, na província de Entre Ríos, na Argentina, levando autoridades locais a proibir o banho na região e reforçar alertas de segurança para moradores e turistas. Entre os casos registrados, uma vítima sofreu a amputação parcial de um dedo após ser mordida por um dos peixes, considerado o episódio mais grave.

Os incidentes ocorreram ao longo dos últimos dias e mobilizaram equipes de salva-vidas e profissionais de saúde. Somente nesta semana, pelo menos cinco pessoas foram mordidas, e no domingo o hospital Fermín Salaberry atendeu sete pacientes — entre crianças e adultos — com ferimentos provocados pelos ataques.

De acordo com os salva-vidas que atuam na região, todos os atendimentos envolveram lesões consideradas graves, principalmente por causa dos dentes afiados dos peixes, capazes de provocar cortes profundos em poucos segundos. Após os ataques, a área passou a operar sob bandeira vermelha, indicando proibição total de entrada na água.

Mesmo com a sinalização e os avisos oficiais, autoridades relatam que alguns banhistas continuam ignorando as restrições, aumentando o risco de novos acidentes. Em nota, o hospital local reforçou a importância de respeitar as áreas interditadas e as orientações de segurança.

Entre as medidas preventivas em estudo está a instalação de redes de proteção ao longo da margem do rio, com o objetivo de impedir a aproximação dos cardumes. A preocupação não é recente: mais de 320 ataques semelhantes foram registrados na região no ano passado, segundo autoridades locais.

Especialistas explicam que o aumento da presença das chamadas palometas — peixes carnívoros semelhantes às piranhas — está diretamente ligado às altas temperaturas, que favorecem a aproximação desses animais das áreas rasas e frequentadas por banhistas. Esses peixes costumam atacar em grupo, especialmente quando há alimento disponível ou presença de sangue na água, o que pode tornar os incidentes ainda mais perigosos.

Diante do cenário, autoridades locais mantêm a interdição da Praia Victoria e reforçam campanhas de conscientização para evitar novos ataques, enquanto monitoram o comportamento dos cardumes na região.

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