ETFs de bitcoin captam US$ 458 milhões e interrompem sequência de saídas

Os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos registraram US$ 458,1 milhões em entradas na segunda-feira (2), segundo dados da plataforma SoSoValue. O resultado encerra um período de cinco semanas consecutivas de saques e marca a continuidade de uma recuperação iniciada na semana anterior.

O desempenho positivo ocorre em um ano de pressão para o mercado de criptomoedas, que vinha enfrentando quedas generalizadas, além de incertezas geopolíticas e econômicas. A ausência de um fator de alta consistente também contribuía para o enfraquecimento dos preços.

Mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio — incluindo o anúncio de fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo global — os ETFs seguiram atraindo capital. A medida elevou os preços do petróleo acima de US$ 80 e aumentou a aversão ao risco nos mercados internacionais.

O fluxo para os fundos chegou a impulsionar temporariamente o bitcoin, que voltou a se aproximar de US$ 69 mil ao longo da segunda-feira. Como esses ETFs precisam adquirir a criptomoeda no mercado à vista para lastrear as cotas, entradas expressivas tendem a impactar diretamente o preço.

Apesar da reação inicial, o bitcoin voltou a recuar e opera na faixa de US$ 67 mil na manhã desta terça-feira (3), com investidores ainda cautelosos diante dos desdobramentos geopolíticos.

Segundo Jasper de Maere, estrategista da Wintermute, o mercado permanece sensível. Ele avaliou que, apesar da recuperação pontual, a volatilidade retornou e o ambiente continua frágil.

Cotações (9h30)

  • Bitcoin (BTC): +2,15%, US$ 67.549,01
  • Ethereum (ETH): +1,92%, US$ 1.974,39
  • XRP (XRP): +0,75%, US$ 1,35
  • BNB (BNB): +1,25%, US$ 628,90
  • Solana (SOL): +1,44%, US$ 84,99

Outros destaques do mercado

Investidores compram na queda.
Na última semana, enquanto o mercado oscilava fortemente, fundos de ativos digitais registraram entradas. Investidores brasileiros aportaram US$ 3,2 milhões, acompanhando o movimento global, que somou cerca de US$ 1 bilhão em captação no período.

Crescimento na América Latina.
Um relatório de exchange aponta que a adoção de criptoativos na América Latina cresceu em ritmo superior ao dos Estados Unidos no último ano. O Brasil lidera a região em volume recebido, com US$ 318,8 bilhões, representando cerca de um terço do total latino-americano.

Receita com cripto impulsiona a B3.
A bolsa brasileira informou que obteve R$ 131 milhões em 2025 com produtos ligados a criptomoedas, incluindo contratos futuros de bitcoin, ethereum e solana. Apenas no último trimestre do ano passado, a receita foi de R$ 24 milhões. A empresa também já sinalizou planos de lançar uma stablecoin em 2026.

Postagem Anterior Próxima Postagem