A Nasa lançou nesta quarta-feira (1º) a missão Artemis 2, marcando o retorno de voos tripulados em direção à Lua após mais de cinco décadas — embora a missão não inclua pouso. Antes dela, o programa Apollo levou astronautas ao satélite natural em seis missões entre 1969 e 1972, deixando evidências sólidas de que a humanidade já esteve por lá.
Provas de que o homem pisou na Lua
Uma das principais evidências está na dimensão do programa Apollo. Mais de 400 mil pessoas participaram do projeto, entre funcionários da Nasa e empresas contratadas, o que tornaria praticamente impossível sustentar uma encenação em segredo por décadas.
Outro ponto são as rochas lunares trazidas à Terra. Ao todo, 382 quilos de amostras foram coletadas e analisadas por cientistas de vários países, inclusive fora dos Estados Unidos. Pesquisadores da antiga União Soviética também estudaram o material e compararam com amostras obtidas por suas próprias sondas.
Os retrorefletores deixados na superfície lunar seguem ativos até hoje. Esses dispositivos permitem medir com precisão a distância entre a Terra e a Lua por meio de feixes de laser enviados do planeta e refletidos de volta.
As transmissões por rádio das missões também foram monitoradas por outras nações. A União Soviética acompanhou os sinais e confirmou que tinham origem compatível com a posição da Lua.
Imagens mais recentes reforçam essas evidências. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, lançada em 2009, registrou os locais de pouso das missões Apollo, incluindo equipamentos, restos dos módulos e até marcas deixadas pelos astronautas na superfície.
Como foi a chegada à Lua
A missão Apollo 11 levou os primeiros humanos à Lua em 20 de julho de 1969, em pleno contexto da corrida espacial durante a Guerra Fria. Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin pousaram no Mar da Tranquilidade e caminharam pelo local por cerca de duas horas, enquanto Michael Collins permaneceu em órbita.
Durante a missão, os astronautas realizaram experimentos, coletaram amostras, tiraram fotografias e fincaram a bandeira dos Estados Unidos. O feito cumpriu a promessa do então presidente John F. Kennedy de levar o homem à Lua ainda na década de 1960.
O programa Apollo mobilizou recursos em escala inédita, chegando a consumir quase 5% do orçamento federal norte-americano na época.
Por que o homem não voltou à Lua
Após a Apollo 17, em dezembro de 1972, os pousos tripulados foram interrompidos. O alto custo e a redução do interesse político, após o fim da corrida espacial, pesaram na decisão.
Missões robóticas passaram a ser priorizadas por serem mais baratas e seguras, enquanto as agências espaciais focaram em satélites, sondas e projetos como a Estação Espacial Internacional.
Agora, com o lançamento da Artemis 2, a Nasa retoma o caminho para futuras missões tripuladas com pouso. A missão atual levará quatro astronautas para orbitar a Lua e testar sistemas da nave Orion, etapa essencial antes de uma nova tentativa de pouso, prevista para a Artemis 3.

