Enquanto muitas empresas lidam com estoques parados e capacidade ociosa, novos modelos de negócios vêm surgindo para transformar esses ativos em oportunidades financeiras. É nesse contexto que surge a TROKZ, plataforma criada por Palloma Freitas que organiza permutas corporativas em um sistema estruturado de transações entre empresas
No Brasil, as mulheres já representam 34,2% da força de trabalho no setor de TIC e 34,1% dos cargos de diretoria e gerência, segundo o Censo de Diversidade da Brasscom divulgado em 2025. Entre 2019 e 2024, houve avanço de 1,6 ponto percentual na presença feminina na liderança do setor. No cenário internacional, o relatório Women in Business 2025, da Grant Thornton, aponta que as mulheres ocupam 34% dos cargos de senior management no mid-market global, chegando a 36% na América Latina.
Apesar dos avanços, a presença feminina ainda é menor em posições técnicas estratégicas. Em empresas de tecnologia de médio porte, apenas 20,2% dos cargos de CTO são ocupados por mulheres.
É nesse contexto que trajetórias de empreendedorismo feminino ganham destaque, como a da Palloma Freitas, à frente da TROKZ, empresa que vem estruturando um novo modelo de negócios baseado em trocas multilaterais entre empresas.
A ideia surgiu da experiência prática da executiva no setor da beleza, onde utilizava permutas para impulsionar negócios. Ao observar estoques parados, campanhas improvisadas e capital imobilizado em diferentes empresas, Palloma identificou uma oportunidade.
“O problema nunca foi a falta de produto. O problema sempre foi a falta de sistema”, afirma.
A partir dessa percepção, nasceu o conceito da TROKZ: um ambiente semelhante a um banco de compensações, onde empresas podem registrar valores de produtos ou serviços e utilizá-los dentro de uma rede de negócios, eliminando a necessidade de trocas diretas entre duas partes.
Criada entre 2015 e 2016, a plataforma evoluiu para um ecossistema estruturado que conecta empresas de diferentes segmentos. Em 2019, a companhia lançou sua primeira franquia e iniciou um processo de expansão nacional.
No Mês da Mulher, histórias como a de Palloma reforçam o papel do empreendedorismo feminino na criação de novos modelos de negócios e na transformação do mercado brasileiro.
