Um estudo recente voltou a colocar o nome de Chico Xavier no centro de debates sobre espiritualidade. Segundo pesquisadores ligados à Universidade Federal de Juiz de Fora, uma mensagem psicografada em 1955 apresentou cerca de 88% de acertos, levantando questionamentos sobre a origem das informações.
A análise foi publicada em revista científica internacional e avaliou uma gravação de 54 minutos de uma sessão mediúnica realizada em Pedro Leopoldo (MG). No áudio, o médium descreve pessoas falecidas e transmite mensagens direcionadas a um visitante estrangeiro.
Precisão chama atenção dos pesquisadores
De acordo com o levantamento, foram identificados 65 itens verificáveis durante a sessão. Desses, aproximadamente 87,7% foram considerados corretos, enquanto apenas 3% apresentaram erros.
Outro ponto que chamou atenção foi o fato de que, em cerca de 30% das informações, os pesquisadores consideraram improvável que o conteúdo tenha sido obtido por meios convencionais, como pesquisas ou conversas prévias.
Sessão envolveu visitante estrangeiro
A sessão analisada contou com a presença do líder espírita português Isidoro Duarte Santos. Durante o encontro, Chico Xavier teria descrito 18 pessoas já falecidas, muitas delas ligadas diretamente ao visitante.
Segundo os pesquisadores, o médium apresentou detalhes físicos, comportamentais e situações específicas da vida dessas pessoas, algumas consideradas difíceis de serem conhecidas fora do círculo íntimo.
Carta e poemas psicografados
Entre os registros da sessão, está uma carta atribuída à esposa falecida de Isidoro, além de dois poemas associados a autores portugueses.
Os estudos indicam que os textos apresentam características compatíveis com o estilo dos supostos autores, incluindo aspectos como métrica e linguagem — em um dos casos, com uso de português arcaico.
Debate científico continua
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES), ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora, em parceria com especialistas internacionais.
Os próprios autores destacam que a pesquisa não encerra o debate, mas reforça a discussão sobre a possibilidade de acesso a informações por meios ainda não totalmente compreendidos pela ciência.
Chico Xavier, que teria completado 116 anos recentemente, segue sendo um dos nomes mais estudados quando o tema envolve mediunidade e fenômenos espirituais no Brasil.
