Sob Javier Milei, Argentina barra ou expulsa 10 mil estrangeiros em quatro meses

O governo da Argentina intensificou o controle migratório e barrou ou expulsou cerca de 10 mil estrangeiros nos últimos quatro meses. A informação foi divulgada pelo Ministério da Segurança, em meio a uma política mais rígida adotada pela gestão de Javier Milei.

A mudança ocorreu após a transferência da Direção Nacional de Migrações para a pasta de Segurança, decisão que ampliou a atuação do órgão em operações de fiscalização em áreas de grande circulação, como o bairro de Once e regiões da Grande Buenos Aires.

Somente em março, foram realizadas 2.780 operações de controle migratório em diferentes pontos do país. Durante uma dessas ações, quase três mil pessoas foram abordadas, sendo 821 estrangeiras e 15 em situação irregular.

Segundo o governo, a diretriz é clara: estrangeiros em situação ilegal ou envolvidos em crimes serão expulsos. A população também foi incentivada a denunciar casos irregulares por meio de canais oficiais.

A ministra da Segurança afirmou que os resultados são consequência de “decisões firmes, regras claras e maior controle nas fronteiras”, destacando o fim do que classificou como descontrole migratório.

Mudanças nas regras de imigração

O endurecimento ocorre após a implementação de uma reforma migratória que estabeleceu novas exigências. Entre elas, estão:

  • Proibição de entrada para estrangeiros com antecedentes criminais
  • Deportação de imigrantes que cometam crimes no país
  • Cobrança por serviços de saúde para residentes temporários ou irregulares
  • Exigência de seguro médico para entrada no território
  • Possibilidade de cobrança em universidades públicas para estrangeiros

Além disso, o governo anunciou critérios mais rigorosos para a obtenção da cidadania argentina, reforçando o controle sobre a permanência de estrangeiros.

Comparações e impacto

As ações têm sido comparadas por analistas e pela imprensa a políticas migratórias adotadas por outros países, com operações frequentes e maior presença policial em regiões estratégicas.

Apesar dos números divulgados, o governo não detalhou quantos dos 10 mil casos correspondem a expulsões e quantos a impedimentos de entrada.

O cenário indica uma mudança significativa na política migratória argentina, com impacto direto sobre estrangeiros em situação irregular e sobre o debate regional acerca de controle de fronteiras.

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