Senadora do Paraguai ataca professores por rejeição à reforma da Caja Fiscal e os chama de “burros” e “privilegiados”

A senadora Celeste Amarilla gerou forte repercussão ao atacar professores da rede pública do Paraguai que se opõem ao projeto de reforma da Caja Fiscal, sistema previdenciário do funcionalismo público. Em declarações à imprensa, a parlamentar classificou os docentes como “burros” e “privilegiados”, ao comentar as mobilizações contra as mudanças propostas pelo governo.

Segundo Amarilla, a resistência dos educadores colocaria em risco a sustentabilidade do sistema de aposentadorias. A senadora afirmou que, caso a reforma não avance, os próprios professores seriam os mais prejudicados. Em tom duro, declarou que muitos docentes seriam “medíocres” e estariam formando gerações igualmente “medíocres”, responsabilizando-os pelo possível colapso da Caja Fiscal.

A parlamentar também argumentou que os professores acumularam benefícios ao longo dos anos, em grande parte por sua histórica vinculação ao Partido Colorado, o que, segundo ela, os colocaria em posição de privilégio em relação a outros trabalhadores do setor público e privado.

Outro ponto criticado por Amarilla foi a justificativa apresentada pelos docentes para a aposentadoria antecipada, baseada em sobrecarga de trabalho e problemas de saúde. A senadora minimizou essas alegações e afirmou que tais condições fazem parte da escolha profissional.

As declarações ocorrem em meio a um debate intenso no Congresso paraguaio sobre a reforma da Caja Fiscal, que prevê, entre outros pontos, o aumento da idade mínima de aposentadoria para 62 anos e a elevação da contribuição previdenciária de 16% para 19%. Os sindicatos docentes rejeitam a proposta e defendem que o Estado amplie sua participação no financiamento, elevando a contribuição patronal, hoje considerada insuficiente pela categoria.

Diante do impasse, representantes dos professores aguardam a instalação de uma mesa técnica de diálogo com o Ministério da Economia e Finanças, mediada pela Comissão Permanente do Congresso, para discutir o texto da reforma e buscar alternativas que preservem direitos adquiridos.

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